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what's new

Novidades na estante (e não só), de lugares tão díspares como a Europa Central e a Margem Sul.

Soube que o livro de Antal Szerb, Viajante à Luz da Lua, editado pela Guerra e Paz Editores, seria excelente não só através das opiniões em vários blogs, mas porque um contacto de confiança mo disse, numa troca de impressões sobre o mundo editorial português. Se, por um lado, a Hungria é um dos meus destinos de sonho, a verdade é que o mais perto que fiquei de lá ir foi lendo Budapeste, de Chico Buarque. Nunca li autores húngaros. Tenho um fascínio enorme com a cultura da Europa Central, e sonho um bocado com a ideia de fazer um dia um roteiro no antigo grande Império. Tenho uma curiosidade enorme acerca deste livro, e espero lê-lo em breve - talvez nas minhas muito ansiadas férias.
Carrie, por outro lado, é um livro que já li - um dos dois livros de Stephen King que já li, sendo o outro The Green Mile. A edição de bolso é novidade da 11x17, da Bertrand, mas foi também da Bertrand a edição q…
Mensagens recentes

Quincas Borba

O terceiro e quiçá último Machado de Assis do ano, desta feita um romance sobre sanidade, insanidade e um cão. Ao vencedor, as batatas!

Quincas Borba é o filósofo amigo de Memórias Póstumas de Brás Cubas; é também o nome que o filósofo atribuiu ao seu fiel cão. Quincas Borba,  cuja sanidade mental é debatível, agora rico, está no leito da morte; morrendo em casa de Brás Cubas, deixa todos os seus bens a Pedro Rubião, que esperava apenas receber uma lembrancinha. Rubião é seu discípulo, um antigo professor, irmão daquela que teria sido esposa de Quincas Borba, filósofo, caso tivesse sobrevivido. A condição desta fortuna é cuidar para sempre de Quincas Borba, cão.
Rubião não tem o maior amor do mundo ao cão, mas, de certa forma convencido que a alma do filósofo reside no seu homónimo canídeo, decide respeitar a vontade do seu falecido amigo.
E agora Rubião é rico, e com dinheiro vêm os amigos. Muda-se para o Rio de Janeiro, onde é uma presa fácil para todos os que se queiram aproveitar…

Um rapaz chamado Giotto

Um bonito livro para crianças e para todos que apreciem arte.


Vamos todos começar por ignorar o facto que esta review está cerca de um mês atrasada. Falei sobre este livro, da Livros Horizonte, neste post sobre a Feira do Livro, ainda que de passagem. É parte de uma pequena série de livros sobre artistas, havendo também (pelo menos) obras sobre Klimt e Van Gogh.

Giotto nasceu há mais de 700 anos, perto de Florença. Da sua infância só se sabe que era um pastorinho e, da primeira juventude, que foi discípulo do Cimabue. Tudo o resto é lenda, como esta história.
Giotto acabava por ser, dos três, o pintor do qual sabia (sabíamos, até porque, como mencionei no outro post, o livro não veio exactamente comigo) menos. Gosto muito do Van Gogh e da loucura associada à sua orelha, gosto muito do Klimt e dos seus dourados e d'O Beijo. A minha única ideia de Giotto é que seria um pintor de imagens religiosas da Idade Média (também tenho ideia que os motivos mais pintados na Idade Média eram, ef…

Machado de Assis e Cotovia

Para quem ainda não viu o vídeo (partilhei no Facebook), saiu o vídeo da Feira do Livro, que mencionei aqui:

"Memórias Póstumas de Brás Cubas" de Machado de Assis lido por Bárbara Ferreira from Terra Líquida Filmes on Vimeo.


Li um curto capítulo das Memórias Póstumas de Brás Cubas e, em minha defesa, há pelo menos dez anos que não lia nada alto. Foi uma experiência engraçada - sabia perfeitamente que capítulo queria ler.

(dei "Blogger" como ocupação porque achei que já era exposição suficiente)

Plano Nacional de Leitura

Inspirado aqui, e nesta notícia, que o melhor companheiro do mundo me enviou.


Já devo ter falado antes dos livros que li na escola e de como, resumidamente, não gostei de nenhum (excepção feita ao Capitães da Areia, que li no 9º ano como leitura orientada). No 11º ano, o meu professor decidiu que leríamos todos o mesmo livro para o Contrato de Leitura, que não sei se ainda existe ou se ainda se chama assim: A Cidade dos Deuses Selvagens, de Isabel Allende, um dos talvez únicos dois livros que nunca acabei de ler.
Costumo de vez em quando ir espreitar as listas de leituras dos cursos de Línguas, Literaturas e Culturas da Universidade Nova de Lisboa, ou as leituras da licenciatura em Teatro, da Escola Superior de Teatro e Cinema. No entanto, e até hoje, nunca me lembrei de ir ver as leituras autónomas do Plano Nacional de Leitura.
Ressalvo desde já que vi apenas as Leituras Autónomas do 3º Ciclo e Ensino Secundário, e que as listas são muito mais vastas que os meus destaques.
Surpresa: …

Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra

Mais Mia Couto, numa review com quase 20 dias de atraso, de um livro com um título do qual nunca me lembro como deve ser (digo sempre algo como "Um Rio Chamado Casa").

E isso é, já agora, uma enorme vergonha, dado que Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra é possivelmente o livro mais bonito que li do autor - e quem tiver lido as minhas reviews anteriores saberá que os padrões estavam altos.

Alguém conhece magia mais bonita que a dos livros de Mia Couto?

O enredo passa-se em Luar-do-Chão, uma ilha onde ainda há tradições - temática frequente em Mia Couto, conforme me tenho vindo a aperceber. Dito Mariano, patriarca da família dos Malilanes, morre, e toda a família é chamada a comparecer, incluindo Mariano, seu neto, a quem é deixada, pelo próprio defunto, a responsabilidade de se encarregar do funeral (honra que devia ter passado ao primogénito). O avô está deitado numa sala sem tecto, e o seu estado clínico é... pouco estável, digamos.
E é deste avô quase-morto que M…