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Mensagens

O Nervo Ótico

Vamos aprender mais sobre arte, artistas e história.

É difícil não gostar deste livro quando se tem sensibilidade à arte. A capa, aliás, agarrou-me de imediato. E este livro prova que a arte e a memória podem andar de mãos dadas.

Isso porque este livro mistura o relato biográfico com história de arte, e é único nesse sentido. Maria Gaínza é crítica de arte, e é dessa sua experiência que parte esse livro: da ideia de deformar a realidade através da vida e obra de vários pintores, contando assim a vida de uma família (da sua família? Não consegui apurar até que ponto esta obra é autobiográfica e não apenas ficção); ou a forma como parte da história familiar para falar de arte.

De alguns artistas eu nunca tinha ouvido falar. Rothko, por exemplo, que preenche vários parágrafos da narrativa, e cuja obra eu acho que não seria capaz de apreciar. É, aliás, louvável a forma como Gaínza consegue criar imagens mentais através das suas descrições. Porque este é um livro visual: sobre quadros, so…
Mensagens recentes

No Caderno da Tangerina

Bárbara Ferreira lê banda desenhada.

Comprei este livro no Contacto 2018, o evento de literatura fantástica/de fantasia que houve no Palácio Baldaya dia 7 de Abril. Como já escrevi em tempos no Facebook do blog, fui a este evento um bocadinho por arrasto do meu namorado, que queria muito ir (não sou a maior fã de fantasia/ficção científica/literatura fantástica), mas acabei por sair de lá com horizontes alargados e conhecimento de novos projectos. Saldo positivo, portanto. Saí de lá também com um único livro (tendo-me portado muito melhor que ele!), que foi No caderno de Tangerina, de Rita Alfaiate, muitíssimo recomendado pelos responsáveis da Legendary Books.
A sinopse diz o seguinte:
Quando conheci a Tangerina, a minha nova colega de escola, fiquei feliz porque ela era diferente, e podia ser minha amiga. Mas a Tangerina era distante, havia algo que eu não compreendia. Ela tinha um caderno, um caderno estranho. Descobri que era nele que residia todo o seu mistério.
Destaco desde já a…

Little Women & Good Wives

Com a companhia da Daniela e da Marta, dediquei-me finalmente à releitura de um clássico da minha infância.

Li As Mulherzinhas uma boa meia dúzia de vezes quando tinha 10, 11 anos. Na altura, relia muito - até os meus 17 anos reli muito. Há algum tempo tinha comprado esta edição, em inglês, com vontade de reler a obra, no seu original, em adulta, para ver o que poderia ter perdido.
Lembro-me que na altura gostava muito do livro (e cheguei a ver um anime de adaptação!), excepto duas coisas: a parte do Pilgrim's Progress e a parte do Clube Pickwick. É engraçado serem precisamente duas referências literárias que me tenham marcado como chatas na obra, ao longo de tantos anos: isto significa que nunca vou ler John Bunyan e que o Pickwick Papers está fora da minha lista de Dickens lidos e a ler. Possivelmente estou a perder bastante; sou capaz de ceder ao Dickens um dia.
Little Women tem uma história de publicação particularmente original: foi escrito por encomenda por uma editora. Loui…

Feira Feminista do Livro 2018

Possivelmente o evento literário que eu mais aguardava este ano - mais que a Feira do Livro de Lisboa, espantem-se.

Isto porque (e quem me conhece sabe) me associo à UMAR há alguns anos. Adoro ir a eventos da UMAR; sou sempre bem recebida, sinto-me sempre em casa e aprendo sempre muito. Fiz alguns seminários da Universidade Feminista sobre literatura e arte. Uma vez, em Novembro de 2013, quando fui numa tarde de chuva depois do trabalho tentar colmatar o voluntariado em atraso, ofereceram-me uma chávena de chá e convidaram-me para assistir a uma sessão sobre Maria Lamas.  Tive várias oportunidades de conviver com mulheres verdadeiramente inspiradoras. Podem, inclusive, ver posts em que menciono a associação aqui e aqui.
Ou seja, estava ansiosa para esta Feira do Livro, por juntar (mais uma vez) o meu amor pela literatura com o meu amor por este espaço. Publicitei este evento várias vezes desde Fevereiro, fui a primeira pessoa a chegar no Sábado, e só tenho pena de não ter podido fica…

Gateway City Comics

Em Outubro, a Gateway City Comics abriu para confirmar que Alcântara é a melhor freguesia de Lisboa.

Pouco antes da minha breve emigração para Paris de França, tive ainda tempo de ir à inauguração da loja, sob um sol abrasador. Desde então, a Gateway City Comics tem promovido vários eventos, desde os flea markets mensais que oferecem oportunidades incríveis a todos os que queiram encontrar a sua próxima leitura, a sessões de autógrafos, ao Free Comic Book Day, ontem, dia 5 de Maio (em novo calor infernal).

Para quem não conhece o Free Comic Book Day (e eu não conhecia): no primeiro sábado de Maio, há uma distribuição promocional de comics por parte de lojas de banda desenhada. E a Gateway City Comics é uma loja de comics e não só:
Somos a ponte para a divulgação de uma arte que em Portugal praticamente não é reconhecida, apesar de ter inúmeros fãs. O ponto de encontro para os fãs da banda desenhada. BD, Comics, Manga, qualquer que seja o estilo, todos têm lugar em Gateway.

E a celebra…