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Mensagens

A mostrar mensagens de 2017

Paris

Que livros levar quando se vai trabalhar alguns meses para fora do país?

O dilema: vou querer visitar livrarias, mas não vou querer comprar livros (não muitos, pelo menos, que prometi a mim mesma evitar as compras até Junho do ano que vem). O ritmo do blog (já de si não o mais activo possível) poderá sofrer com o evento. Em breve descobrimos!
Prometo reviews de livrarias e quiçá bibliotecas: já ando a investigar sítios sem ser ali a clássica Shakespeare and Company, inspirada na livraria da Sylvia Beach. Podem, entretanto, ver as minhas opiniões e fotografias sobre outras tantas:

Livraria Lello (Porto)Dejà Lu (Cascais)Ler Devagar (Lisboa)The Globe (Praga)Minster Gate Bookshop (York) e John Rylands Library (Manchester)
E para lançar um bocadinho o mood, aqui ficam algumas sugestões de livros que se passam em Paris: os que já li e recomendo, e os que ainda me aguardam pela estante.


Paris é uma festa, de Ernest Hemingway, traz-nos memórias e cusquices sobre a Lost Generation, expatriada e…

King Lear

Li este livro com o objectivo de ir ver a encenação no CCB, há dias, emprestado pelo meu amor para esse propósito.

O Rei Lear está velho, e pretende dividir o seu reino pelas suas três filhas. O critério? A resposta a um simples e surreal "o quanto gostam de mim?". Trocar terra por declarações de amor leva a um desencadear de eventos violentos e absurdos, naquela que é uma das tragédias mais conhecidas do autor.

A ideia de dividir o território consoante o quanto as suas filhas declarem gostar dele torna Lear, de certa forma, repulsivo: egoísta, egocêntrico e, como veremos, irritável e precipitado. Goneril, a filha mais velha, lança elogios vãos; Regan segue o mesmo caminho. Cordelia vai pensando em como não sabe o que dizer. Após belas palavras, o pai deliciado, são as filhas mais velhas presenteadas com vastos territórios para governarem com os seus maridos. Sobra Cordelia. Cordelia, a filha mais nova, cuja sinceridade transparente provoca - tal como a lisonja vazia das ir…

a estante transborda

E o chão já acolhe livros, verdade seja dita.


Estes são os mais recentes cá de casa.

Quebrei o ciclo de não-compras ao apoiar O Fantasma No Palácio Dos Engenheiros E Outros Contos Russos, o mais recente projecto da E-Primatur, que reúne vários autores que nunca li. A sua descrição fez com que fosse impossível eu não aderir ao projecto:

Juntando alguns nomes de grande reconhecimento como o prémio Nobel Ivan Bunin, Aleksandr Kuprin, ou Turgenev, com outros nomes grandes da literatura russa que, no entanto não estão suficientemente divulgados fora do universo das letras russas: Aleksrandr Blok, Saltykov-Shchedrin, Nikolai Lesskov, Yuri Tynianov, Wladimir Korolenko Fiodor Sologub ou Arkadii Averchenko.

Desta forma traça-se a evolução do conto russo desde meados do século XIX até aos primórdios do século XX dando a conhecer ao leitor português uma paisagem literária pouco conhecida.

Certo?

De Miguel Miranda, Demasiado mar para tantas dúvidas. Este é o mais recente livro do autor - que eu nunc…

Ruínas

Como mencionado neste post, Ruínas é o livro de estreia do Hugo Lourenço.


Uma memória de infância do Narrador (que não tem nome) traça o início deste livro: o despertar e o cheiro da gasolina, quando, nas longas viagens com os pais, para o Algarve, o pai pára para abastecer o carro.

As memórias são como ruínas, falam-nos de um passado que já partiu e não voltará, mas que foi importante para chegarmos onde chegámos e para sermos quem somos. São o que resta de um tempo que já foi, os seus escombros.
E é partindo desta premissa que o narrador nos revela que algo aconteceu aos seus dois amigos de infância: um faleceu, o outro desapareceu. Não revela imediatamente qual o destino de qual, mas rapidamente nos apresenta Ricardo e Daniel. Se o Ricardo era o "menino bonito da Maria Antónia", a professora da escola primária dos três, por ser bem comportado e inteligente, ao ponto de quererem que ele saltasse um ano na escola, o Daniel era aquele que levava estalos da professora a toda a …

a minha TBR intimidante

Não sou uma pessoa de TAGs, de todo, mas achei piada ao vídeo da Carolina e à resposta da Daniela.

Esta TAG vai de encontro a um post que fiz no ano passado, intitulado "shelf control", que é quando uma pessoa se tem de controlar a si própria e à estante ao mesmo tempo. A Carolina respondeu a esta TAG em vídeo, tal como possivelmente toda a gente que o fez, mas eu não sou pessoa de vídeos, fora aquele vídeo há uns tempos, portanto é ler!

Um livro que ainda não consegui acabar Eu termino os meus livros (embora tenha imensa vontade de abandonar o Le Rouge et le Noir); no entanto, tenho um segredo obscuro que vou revelar agora: às vezes, compro edições omnibus. Às vezes, não estou a sentir (mais sobre isto abaixo) o primeiro livro da edição omnibus, e não leio o segundo. Tenho dois nesta situação, mas o mais grave é possivelmente Three Men on a Bummel,  do Jerome K Jerome, porque li o Three Men in a Boat (To Say Nothing of the Dog) em 2010 praí.
Um livro que ainda não li porque …