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Mensagens

A mostrar mensagens de Fevereiro, 2014

O Padrinho

Querendo juntar este à minha incrível lista de "li o livro, nunca vi o filme", até agora encabeçada pelo One Flew Over the Cuckoo's Nest.


Antes de abrir o livro, sabia pouco sobre o enredo. Sabia da história do cavalo, não sabia quanta relevância tinha ou em que contexto acontecia ou quando, etc, o mesmo pode ser dito de outras cenas. O Padrinho é uma história sobre poder e sobre família: Don Vito Corleone, um senhor que faz favores aos seus amigos em troca da sua amizade, e os seus filhos, Sonny, Fredo e Michael, a filha Connie e o filho adoptivo Hagen, que é alemão-irlandês e é advogado. Os três filhos biológicos são-nos apresentados como tendo um pénis enorme (Sonny), sendo um playboy (Fredo) e sendo incrivelmente bem parecido (Michael), sendo estas características importantíssimas e reveladoras.
O poder de Don Corleone vem de ele saber fazer propostas que não se podem recusar e da complexidade das suas relações interpessoais, e de deixar que abusem dele pedindo favo…

The Secret Garden

Peguei neste porque ando com pouco tempo para ler, e pareceu-me que seria fácil, porque children's classics, e tal. 

Não estava errada - lê-se bem. Mary Lennox é uma miúda de dez anos que vive na Índia Colonial e cujos pais não a pareciam querer, e, como resultado ela era uma péssima criança, que dá chapadas às empregadas e diz coisas como “People never like me and I never like people” (I FEEL YOU HOMEGIRL). Há uma epidemia de cólera, os pais dela morrem, os escravos morrem ou fogem, ninguém se lembra dela, e ela vai para casa do tio que também não quer nada com ela - nem com ninguém, desde que a sua esposa faleceu, dez anos antes. Rapidamente, e enquanto a maioria das pessoas não quer saber dela e a acha incrivelmente desagradável e pouco bem-parecida, ela descobre que há um jardim trancado há dez anos.
Aqui começa um dos meus problemas - o facto de a maioria dos adultos do livro mencionarem frequentemente que a Mary era tão desinteressante, vá, banal, vá, feiinha, coitada, enqu…

The Man Who Was Thursday: A Nightmare

Não sabia o que me esperava quando comecei a ler este - não sabia muito sobre o livro e, na verdade, tudo o que conhecia do Chesterton eram as referências no Brideshead Revisited.


Gabriel Syme, poeta e detective à paisana, conhece um anarca ruivo na rua, chamado Gregory, o qual segue para uma reunião na qual será decidido quem será o próximo Thursday (têm todos nomes de dias da semana) - e o ruivo está convencido que será ele. Nessa reunião, Syme convence os outros anarcas-dia-da-semana que deve ser ele o Thursday, e consegue assim infiltrar-se no grupo. Há planos de explosões, encontros secretos, perseguições a balões, twists and turns - não dá para descrever muito sem revelar.

A primeira parte do livro é incrível, memorável e com frases muito bonitas, tais como:

"An artist is identical with an anarchist," he cried. "You might transpose the words anywhere. An anarchist is an artist. The man who throws a bomb is an artist, because he prefers a great moment to everything…