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Mensagens

Sonnets from the Portuguese

O primeiro livro que li para o #MarçoFeminino - um livro que não tinha, de todo, planeado.

Era segunda-feira e, entre trocas de malas para o fim de semana, tinha-me esquecido do Moby Dick. Pior: ia ao médico depois do trabalho. O meu amor, enquanto pessoa incrível que é, emprestou-me este pequeno livro, do qual tinha gostado muito.
Comecemos, talvez, pelo título, que fez com que um colega de trabalho me questionasse por que motivo lia coisas sobre portugueses em inglês: Elizabeth Barrett Browning estava inicialmente hesitante quanto à publicação destes poemas, dado o seu cariz bastante pessoal; mas o seu marido, Robert Browning (também ele poeta), insistindo no seu valor literário, sugeriu-lhe que os publicasse na mesma, mas sob algum subterfúgio. Assim, Elizabeth publicou-os como se fossem traduções de sonetos estrangeiros. A razão por trás da escolha de "Portuguese" não é clara, mas estará algo entre a sua admiração por Camões, a alcunha carinhosa que o marido tinha para …
Mensagens recentes

Inéditos Expresso

Entre o atraso típico nos meus posts, e o facto de serem contos (logo, textos de dimensão reduzida), decidi fazer um único post para esta colecção.

Macau Noir, de Clara Ferreira Alves Comecei a colecção por este conto. Foi interessante - deu algumas luzes sobre a cultura macaense, que desconheço; falou-se de pastéis de nata, de casinos, da máfia. Soube, porém, a muito pouco - sinto que podia ser desenvolvido para um texto maior, não sei se um livro, mas uma novella. Fiquei curiosa, queria mais.

O Mal dos Outros, de Bruno Vieira Amaral Tinha muita curiosidade pela obra de Bruno Vieira Amaral. Aliás, tinha muita curiosidade acerca do trabalho de muitos destes autores - nunca tinha lido nenhum dos autores da colecção, acrescente-se. Bruno Vieira Amaral apresenta uma situação algo mundana, uma relação suburbana, o traidor patológico e a mulher que deixa andar, não obstante saber. A ideia de que se calhar tinham um futuro mais promissor pela frente. Não foi particularmente memorável, mas …

Lápides Partidas

A minha vontade de ler Aquilino Ribeiro já vinha de há muito.


Foi, como já disse neste blog, o autor que me "faltou" comprar na Feira do Livro de Lisboa de 2017; foi o autor que um grande amigo meu me disse, no seu anual postal de Natal, se ter destacado dentro das suas (poucas) leituras de 2017; e foi com esta reedição que me rendi e me estreei.
Este não era um título que eu conhecesse. Tinha mais em mente aquele dos lobos ou a casa de Romarigães (que, descobri por acaso, é em Paredes de Coura, terra onde ponderei regressar este ano). Também tenho curiosidade com o da raposa. E o dos faunos.
Queria ler Aquilino Ribeiro, resumindo.

Começo por dizer que Aquilino Ribeiro não é para qualquer um. A sua prosa é densa, muitas das palavras caíram em desuso; a aplicação Priberam instalada no telemóvel torna-se mais útil do que nunca. Mas, passada a resistência inicial, entra-se facilmente no ritmo e é um deleite ler Aquilino Ribeiro.
Segundo vim mais tarde a perceber, o protagonista…

Querida Leonor

Fui ao evento de apresentação desta obra no Centro de Cultura e Intervenção Feminista (CCIF/UMAR) e não resisti a comprar o livro.

Começo por falar no evento: o livro foi apresentado pela autora e historiadora Luisa V de Paiva Boleo, e pelo seu amigo, também historiador, Alexandre Honrado. Vou, infelizmente, a muito menos eventos da UMAR do que gostaria - é uma casa para mim, tendo sido lá voluntária e sempre calorosamente acolhida por pessoas que acho fascinantes e cujo trabalho admiro. Sendo o lançamento de um livro, e tendo a possibilidade de ir, não podia faltar.

Ambos os apresentadores do livro se assumiram como membros da UMAR, e ambos deram perspectivas fascinantes sobre a obra e a colecção em que esta se insere, mas também sobre a mulher sobre a qual o livro versa: Leonor d'Almeida Portugal, Marquesa de Alorna, que inspirou já As Luzes de Leonor, de Maria Teresa Horta. Nunca li As Luzes de Leonor - é um livro grande e não particularmente barato, o que me deixa sempre de p…

2018 | Março

Vamos lá recapitular.


Recebidos
Recebi dois livros este mês. Da Porto Editora, e num registo infantil, Os Mauzões. Este livro, de Aaron Blabey, pega em quatro animais tipicamente considerados vilões: um lobo, uma piranha, uma víbora e um tubarão. Fartos de serem os maus da história, querem agora ser heróis - resta saber se, com o seu passado, irão ser bem sucedidos. Lê-se num instante, e é super divertido (li no Domingo de Páscoa - review virá)!
Da D. Quixote, O Nervo Ótico (custa-me tanto não escrever "óptico"!), de María Gainza. Enquanto pessoa que adora ir a museus, e não resiste àquela imagem do Museo del Prado na capa do livro, estou ansiosa para ler este relato entre história de arte e obras-primas.
Comprados Este mês estava-me a portar super bem, até que chegou a Feira do Livro de Poesia e eu, como já disse aqui, conheci dois projectos e um espaço que me fascinaram: Mariposa Azual, Espaço Llansol e Douda Correria. Comprei Dez Razões para Aspirar a Ser Gato, de Valério …

Feira do Livro de Poesia 2018

Dia 25 de Março, fui à Feira do Livro de Poesia.

Esta Feira é uma iniciativa da Casa Fernando Pessoa, em honra do Dia Mundial da Poesia, que se celebra, tal como o Dia da Árvore, a 21 de Março. Já tinha pensado em ir a esta feira no ano passado, mas não se deu; este ano, em tom duplamente celebratório, plantei uma árvore e, posteriormente, desloquei-me até Campo de Ourique.
A Feira é pequena, mas aprendi a gostar de feiras pequenas com a Festa do Livro de Belém. O vento era forte e fazia-se sentir largamente, com alguns volumes mais pequenos a chegar mesmo a levantar voo. Entre as bancas da LeYa, Quetzal e Relógio d'Água, destacaram-se, para mim, dois nomes bem mais pequenos: a Douda Correria e o Espaço Llansol (com livros da Mariposa Azual).
Destacaram-se ambas por motivos semelhantes: as senhoras que estavam em cada banca eram visivelmente apaixonadas pelos projectos que representavam, e ambas de uma simpatia inegável. A oferta de títulos completamente diferentes, e de edições …